Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006

Eu não sei quem te perdeu

 

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
«Não partas nunca mais»
 

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
 
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.
 
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
 
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
 
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

 
 
 
 
Pedro Abrunhosa, in Momento
PROCLAMADO POR FM às 16:55
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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006

Fear

 

Confused and lost, or perhaps forgotten what it is the life.  Gotten depressed, hurt and overwhelming, or perhaps frustrated for seeing a road that does not finish.

Sensible, hurt, used.

 

 

 

When everything discouraged, was there, in the line of the front to fight, and now, where was to stanch?

It wanted one hug direction, beloved, desired. Something that it showed that after all it existed.

Not only a signal trifler, showing a great embarrassment. 

Wound, dived in deep depression, yearns for for a tranquility signal. 

The felt fear, of not being corresponded, nor to reach that perfect union.

Crazy desire to cheat that acceptance, almost of admiration.  Will insane person to be successful, or blind fear to lose. 

Fear to make a mistake, fear to suffer, fear of being something that always abominated.  Fear to assume what always it was, fear to have that to deal with this and faces it before everything and all. 

Fear to lose the only game that wants to play. 

Fear never to love. 

Fear to be alone, without being loved.

 

BJ

 

FM

PROCLAMADO POR FM às 11:56
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

revolta

 

não és tu, talvez eu... sim, é possível que tudo isto não passe de fantasmas que zombam em mim, mas que não o deveriam fazer!

Tudo em mim está mal, eu sinto-me mal com tudo, justificando o impossível, desculpando o que não tem perdão possível.

Eu posso provocar isto, ou talvez não. Imponho-me perante situações que penso injustas, em meros e fugazes rasgos rasgos de força e coragem que me assistem.

Sinto-me fraca, revoltada. Sou o que sempre odiei, sou inútil ; choro quando anteriormente me ria, baixo os olhos timidamente, quando anteriormente soltava a minha mais extravagante gargalhada.

Gargalhada oca, efémera, fazia-o em público. Era sociálmente admirada, pela minha determinação e superioridade, mas sempre que me encontrava com a minha alma, chorava, como sempre choro.

Não admitia o meu fracasso, fingia o meu sucesso.

Agora fujo. Nem os meus feitos mais admiráveis e louváveis, merecem a atenção dos demais presentes, apenas a sua repreensão e hostilidade por tardarem.

Não peço o que seria meu por direito, peço únicamente o que sempre me deram, solidão e ignorância.

Cresci, tornei-me mulher, sozinha, porque sempre que procurava respostas, não as obtinha, procurei as perguntas e respostas sozinha.

Agora é tarde demais. Tenho o que construí.

Tenho tudo o que nunca tive. Tenho o meu império! 

 (...)

Tenho a minha inteligência e o orgulho de nunca faltar a quem sempre tudo me deu.

Por isso ignorem-me.

Não entrem no meu território, porque não são bem-vindos; não admito que o usem, estraguem e sujem, o que com tanto esforço construí.

Limitem-se a viver nas redondezas, que foi o que sempre fizeram.

 

FM

I feel: revoltada e melancólica
PROCLAMADO POR FM às 14:53
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Domingo, 24 de Setembro de 2006

'simplesmente por seres quem és'

 
Olhas – me nos olhos...
  
Aquece o sangue nas veias,
dispara o coração desenfreado.
Toldas – me as ideias.
Deixas – me só, vazio, sem significado.
 
Olhas – me nos olhos...
 
Como que por magia
ao abanar de uma varinha
ou pelo lançar de um dado,
fico triste, louco, carente..
Num instante geme a alma sozinha,
no outro treme o corpo quente, frio, dormente!
Desatinado...
 
Olhas-me nos olhos...
 
Esboças um sorriso,
tocas- me ao de leve...
soltas uma gargalhada.
Salvas – me do inferno, do vazio,
do universo do nada..
Guias - me na escuridão,
atravesso o mar
mergulhado na ilusão,
na paixão,
Numa estupidez infundada!
 
Olhas-me nos olhos...
 
E subitamente,
Simplesmente...
 
Deixas – me feliz.
 
 BJ
 
FM
I feel:
PROCLAMADO POR FM às 22:06
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Terça-feira, 19 de Setembro de 2006

só a ti

 

 

 Eu sou terra , eu sou mar
Tu és ar
Sou teu pecado , és meu fado
És minha calma
Sem querer faço sofrer
A tua alma
Sinto os dias a passar
E tento sempre anuviar
Esta dor de não estar
Ao pé de ti
Diz-me então se vale a pena
Continuar
Lentamente a definhar
Quando rimo, aproximo
O coração da boca
Ás vezes quase que me sufoca
Porque todo o tempo do mundo
Não chega para ir até ao fim do mundo

Porque a razão do meu ser
É amar-te…
E saber que só a ti te posso ter


Depois da noite
Vem o dia
Depois do sol
A chuva fria depois de ti
Vem o vazio
Sentimento sombrio
Amargo fel
Á flor da pele
O que eu quero
Meu irmão
É sair da escuridão
E encontrar a solução
E não viver um drama
Quando é melhor
A calma
E assim quem diria
Se faz a poesia
Mas as palavras não conseguem dizer tudo
Ás vezes fico simplesmente mudo
Á espera da altura certa
Sempre de alerta

Porque a razão do meu ser
É amar-te…
E saber que só a ti te posso ter



Recém-perdida nascida
Sem placenta
Eu sou fogo
Tu a lenha que o alimenta
O teu fôlego sabor a menta
Que me enche e atormenta
Não te ver ou tocar
Embrutece os sentidos
Há quanto tempo fecho a
Alma e coração doridos
Tic-tac o tempo passa
Continua parado
Má sorte nascer para viver
Este fado
Por vezes sinto que luto
Apenas contra moinhos de vento
Come se fosse D.Quixote
Iludido sem alento

Porque a razão do meu ser
É amar-te…
E saber que só a ti te posso ter

 

 

 BJ

FM

I feel:
ruído de fundo: ''só a ti'' - da weasel
PROCLAMADO POR FM às 19:29
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